Cinema Nacional

M8 - Quando a Morte Socorre a Vida

março 18, 2021

 


Olá! Tudo bem com vocês?

Hoje eu vou fazer uma resenha sobre um filme que assisti semana passada e que está disponível na Netflix. O nome do filme é "M8 - Quando a Morte Socorre a Vida". Ele é um filme nacional que conta a história de Maurício, um estudante de medicina da Universidade Federal de Medicina do Rio de Janeiro. Maurício é negro e a única referência que tem é a mãe, técnica de enfermagem que faz serviço de home care. Durante a sua primeira aula de anatomia ele demonstra desconforto ao manusear cadáveres para estudo, principalmente o utilizado pelo seu grupo, denominado de M8.

A partir daí a história se desenrola com a tentativa de Mauricio juntamente com seus amigos de descobrir a origem do cadáver para que ele possa ter um enterro digno e não ser enterrado como indigente, que é o destino de todos os cadáveres da instituição. Acontecem outras tramas durante o filme que aborda bastante a questão do preconceito racial e da diferença social entre os alunos da universidade e o rapaz. No filme também existe um contexto religioso utilizando uma das religiões de matriz africana que tem papel importante na continuidade da história, já que ele começa a ter visões do rapaz morto em vários momentos.

Não sou muito fã do cinema nacional, mas devo admitir que M8 me surpreendeu bastante pela intensidade com que aborda assuntos tão importantes como a questão racial. É um bom filme para entender a segregação que acontece dentro das universidades públicas do país, instituições que deveriam receber basicamente pessoas de baixa renda oriundos de escola pública, mas que na verdade precisam batalhar por essas vagas com alunos de instituições particulares, diga-se de passagem, muito bem preparado para os vestibulares em uma concorrência desigual. Não sei se todo mundo que assistir ao filme vai ter a mesma impressão que eu tive mas foram essas as maiores considerações que eu consegui fazer quando comecei a analisar a história. Claro que existe também a crítica social que é muito forte, mas essa questão da educação foi a que mais me pegou, talvez pela minha formação e pelo meu trabalho. Ser estudante de universidade pública nesse país realmente é um desafio, principalmente se for um curso concorrido como medicina.

Não vou conseguir deixar o link aqui para vocês assistirem, mas ele está disponível na Netflix como eu disse no início da resenha e pelo que eu pude descobrir fazendo algumas pesquisas, a série é baseada em um livro que logo mais eu vou tentar encontrar e disponibilizar para download para vocês. Até lá fica a indicação para vocês darem uma conferida no filme e se quiserem deixar aqui nos comentários o que vocês acharam fiquem à vontade!

Beijos e até a próxima


Carrie

Carrie, A Estranha

março 15, 2021

 



Oi pessoal! Vamos iniciar aqui no blog uma série de resenhas das obras de um dos escritores mais geniais que já pude ler: Stephen King. Mesmo quem não é muito fã de leitura já ouviu falar ou já assistiu algum filme adaptado dos livros de King. O mais atual é a sequência de dois filmes “It, A Coisa”, o primeiro em 2017 e o segundo em 2019. Mas hoje, vamos falar especificamente do livro que eu mais amei: Carrie, A Estranha.

A história se passa em 1979 e gira em torno de Carrie White, uma jovem atormentada tanto pelos alunos da escola onde estuda, quanto pelos poderes telecinéticos que demorou a descobrir que possuía. A mãe de Carrie, Margareth, é uma fanática religiosa que acredita que a filha é fruto do pecado da carne e inibe a adolescente até mesmo de conhecer o próprio corpo, alegando ser um pecado mortal. Isso faz com que a menina vire piada no colégio quando fica menstruada pela primeira vez.

O livro aborda assuntos bastante atuais como o bullying mesmo tendo sido lançado em abril de 1974 e é bem curtinho então eu li em menos de 48 horas durante o recesso do trabalho. O que aconteceu no dia do baile de formatura de Carrie é retratado como a maior tragédia em uma escola já visto no país. King foi brilhante ao contar a história usando recortes, como notícias de jornais da época, trechos do diário de uma das personagens, além de relatos de sobreviventes. O mais legal é que o leitor sabe que algo muito grave aconteceu, mas precisa ler até o final para descobrir o que é (tarefa fácil já que o livro é incrível).

Como sempre vou deixar o link para download em pdf, um link para a compra do livro e também vou deixar o site onde assisti a versão do filme lançado em 2013.

Beijos e até a próxima resenha da série Stephen King!😈📚💻


Download: Livro em PDF

Compra do livro: Carrie, A Estranha

Site para Assistir Online: Assista Aqui!

Gambito da Rainha

O Gambito da Rainha

março 12, 2021

 


Olá pessoal!

 Essa é a primeira vez aqui no blog que eu vou falar sobre uma série e não sobre um livro. A série escolhida para a resenha dessa semana é O Gambito da Rainha, que foi lançada em 2020 e está disponível na Netflix.

 A série conta a história de Beth Harmon, uma menina órfã que é um verdadeiro prodígio no xadrez. Depois de viver alguns anos em um orfanato, Beth é adotada e usa sua paixão pelo jogo para melhorar a própria vida e a da mãe adotiva. O grande problema é que a menina, durante a sua estadia no orfanato ficou viciada em tranquilizantes e isso se torna um grande problema quando aos 22 anos ela começa a jogar xadrez profissionalmente. No início a série pode parecer confusa porque é complicado relacionar o nome à história, mas aos poucos você compreende que o título se trata na verdade de uma jogada muito utilizada no xadrez e que na linguagem dos jogadores significa "rasteira".

 A questão da dependência em medicamentos é tratada na série de maneira bem aberta. Em muitos momentos vemos a menina melhorar o próprio desempenho depois de tomar os comprimidos, mas também vemos o quanto o vício poderia ter acabado com a carreira dela. Todas as questões conflitantes que foram abordadas como o suicídio, as drogas e uma família conturbada fazem com que a série se torne envolvente do início ao fim fazendo com que o telespectador queira sempre saber o que vai acontecer no próximo episódio. Não é complicado de acompanhar porque até agora só tem disponível uma temporada com 07 episódios e isso faz com que não se torne maçante.

 Eu particularmente assisti em uma semana e só não terminei antes por ter compromissos de trabalho, e não foi nenhum martírio assistir todos os episódios pelo contrário, fiquei triste quando acabou e rezando para ter uma próxima temporada. Dia 01 de Março de 2021 foi realizado o Globo de Ouro e a série ganhou dois prêmios, sendo um deles o de melhor atriz para Anya Taylor-Joy que interpreta Beth no drama. Só a nível de informação e para não fugir da nossa regra de ter sempre um livro para indicação, a série é baseada na obra homônima de Walter Tevis que foi lançada em 1983. Mais para frente vou tentar trazer uma resenha sobre o livro falando sobre as diferenças entre as duas produções. De imediato, deixo aqui a dica dessa maravilhosa série que me surpreendeu de maneira positiva e me fez ter vontade de aprender xadrez algum dia. Ainda dá tempo né?!

Espero que assistam e gostem tanto quanto eu. Beijos e até a próxima!


Auschwitz

A Bailarina de Auschwitz

fevereiro 22, 2021




 Olá pessoal. Tirei uns dias de folga para descansar a cabeça mas hoje retorno com as postagens aqui no blog. Como já puderam notar a resenha de hoje é sobre o livro "A Bailarina de Auschwitz" da psicóloga e sobrevivente do holocausto Edith Eva Eger, lançado em 2019.

O livro conta a inspiradora história de uma mulher que viveu os horrores da guerra ao ser levada, aos 16 anos juntamente com sua família para um campo de concentração nazista na Alemanha. Edith viu seus pais serem levados para as câmaras de gás e lutou com todas as forças para sobreviver ao periodo em que ficou presa com sua irmã Magda. Anos depois, a salvo, ela usa seus próprios traumas para ajudar outras pessoas.

O livro é incrível e durante toda a leitura me peguei anotando trechos que não quero esquecer, além de ficar fascinada com as histórias dos pacientes da Dra. Edith e a maturidade e calma com que ela lida com situações extremas e complexas. Realmente a dor nos ensina e essa história é a prova disso. Texto impecável e mesmo tendo sido escrito por uma psicóloga que nos remete a uma linguagem mais técnica e de difícil compreensão, o livro tem uma linguagem super acessível, de fácil entendimento. Recomendo muito e fico na torcida para que vire filme o quanto antes. 💓

Além dos links tradicionais de download e compra do livro, vou deixar um link com uma pequena biografia da autora que é uma mulher maravilhosa e empoderada, ótimo exemplo a ser seguido.

Beijos e até a próxima!


Compre aqui!

Download

Biografia da Autora.



África

Rainha de Katwe

janeiro 24, 2021

 


Olá! Depois de um tempo sem fazer nenhuma resenha nova, hoje vou falar sobre um livro que me deixou completamente apaixonada principalmente por ser uma história real. Rainha de Katwe foi lançado em 2016 por Tim Crothers, e aqui no Brasil foi publicado pela editora Harper Collins Brasil.

O livro conta a história de Phiona Mutesi, uma adolescente de 16 anos que vive com sua mãe e irmãos pequenos na favela de Katwe, em Uganda, África. A menina e sua família passam por muitas dificuldades financeiras assim como a grande maioria das famílias que vivem no mesmo lugar e as crianças precisam trabalhar para ajudar em casa. Muitas delas não frequentam a escola por causa dessa necessidade.

Com a chegada do professor Robert katende, que coordena um projeto que leva xadrez a todas as periferias da África, a realidade de Phiona e de muitas crianças daquele lugar começam a mudar.  Apesar de toda a timidez que ela possui e também da resistência dos colegas de projeto que não aceitam que uma menina suja, que não fala muito e que não é muito sociável faça parte das aulas, ela cede aos pedidos do professor que desde o primeiro contato percebe sua habilidade. O  que nenhum deles esperava, inclusive Robert é que ela se tornasse a maior representante do país em competições de xadrez graças ao seu talento e inteligência. 

 Uma das coisas que me chamou mais atenção no livro foi o quanto a sociedade africana deixa as mulheres à margem. O preconceito criado em torno de uma jogadora brilhante de xadrez foi evidenciado no livro até mesmo entre as crianças que participavam do projeto onde os meninos não aceitavam perder para as meninas e isso era motivo de uma cobrança enorme entre eles e muitas vezes a derrota era usada como uma maneira de desmoralizar uns aos outros. Resolvi fazer uma pesquisa sobre o papel da mulher na sociedade africana e descobri que em abril de 2020 uma mulher era assassinada a cada três horas somente na África do Sul. Em quase todos os casos isso acontecia somente pelo fato da vítima ser mulher. Quando a gente traz essa realidade para a história do livro, é possível perceber que a tarefa de Phiona de se afirmar como a melhor jogadora de xadrez do país foi muito difícil pois além de todas as dificuldades financeiras e falta de incentivo, ela era mulher, periférica e marginalizada. O livro me trouxe muita força, traz um sentimento de que tudo é possível basta querer mas também nos deixa muito tristes porque a gente percebe que a igualdade de gêneros e a equidade ainda está muito longe de se tornar real. Nós mulheres temos um caminho enorme a nossa frente para nos sentirmos seguras em nossos locais de trabalho, na rua, nas escolas e inseridas na sociedade como um todo.

  O filme foi inspirado nesse livro e está disponível na Netflix e no Disney +. Lembrando que foi a Disney que transformou o livro em filme e por isso ele está disponível nessa plataforma de streaming. Vou deixar o link para quem quiser fazer o download do livro em PDF e também para comprar online. Sei que muitos têm dificuldade com a leitura em PDF e acho válido dar mais opções. Aproveitem a leitura e se puderem assistam o filme que é mais do que inspirador. Beijos e até a próxima!


Download em Pdf 💓

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Aias

Os Testamentos - Margaret Atwood

janeiro 05, 2021

 


Bem-vindos a segunda parte da nossa série sobre Margaret Atwood e hoje vamos falar sobre o segundo livro que originou a série The Handmaid's Tale. Os Testamentos traz uma nova visão da saga da heroína June para se livrar de Gilead e salvar sua filhinha. Dessa vez o livro é narrado por três outras personagens: uma tia, uma testemunha de dentro de Gilead e outra que já está no Canadá. O livro demorou mais de 30 anos para ser escrito e trazer todas as respostas que O Conto da Aia deixou em aberto.
Tudo se passa 16 anos após a queda de Gilead que ocasionou a saída da bebê Nicole da República. O livro veio exatamente para responder como foi o fim da República e de que maneira isso aconteceu. Isso tudo é descrito em 447 páginas e na minha humilde opinião foi muito melhor do que o primeiro porque aprimorou a nossa experiência com Gilead. Tudo que já conhecíamos sobre o lugar se tornou mais claro e muitas dúvidas foram tiradas a partir dos relatos das três personagens, então para mim o livro é excepcional. Mas se você espera que o livro e a série sejam iguais sinto desapontá-los! Não vou dar spoiler mas existem diferenças cruciais que não comprometem a narrativa porém, diferenciam as duas obras. No mais, o livro é super fácil de ler e o fato da gente não saber quem são os personagens que estão narrando os acontecimentos nos instiga a ler até o final sem perder o entusiasmo.  Vou deixar mais uma vez o link de compra e o  de download e vocês podem se divertir como preferirem.

 Beijos e até a próxima!


Compre aqui! 💰

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Aia

O Conto da Aia - Margareth Atwood

janeiro 02, 2021

 


Oie! Em primeiro lugar gostaria de desejar um feliz ano novo a todos que vierem a ler esta postagem, muita saúde, nós estamos precisando nesse momento difícil que o mundo está enfrentando e dizer que é ótimo fazer a primeira postagem de 2021.

 Hoje vai ser a primeira resenha de uma série de duas sobre dois livros que deram origem a uma série chamada The Handmaid's Tale. No Brasil,  o título é o Conto da Aia. Ele foi escrito por Margaret Atwood em 1985 e publicado pela editora Rocco. O romance  distópico se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. Fazendo uma pausa para explicar o significado de distópico, a palavra está relacionada a um lugar hipotético onde se vive sob sistemas opressores, autoritários, de privação, perda ou desespero. Voltando à sinopse do livro, também não há advogados, as universidades foram extintas e ninguém tem direito à defesa. Os cidadãos que são considerados criminosos são fuzilados e pendurados em um muro, em praça pública para servir de exemplo à vista de todos. Para que isso aconteça não é preciso fazer muita coisa, basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime como "Liberdade". Nesse estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome desse lugar é Gilead, que antes foi Estados Unidos da América. Tudo mudou durante um golpe de estado promovido por uma organização que tinha como justificativa preceitos bíblicos. A ideia era criar uma nova sociedade que não tivesse nenhum resquício do que foi a sociedade anterior, que se corrompeu  e se rendeu a modernidade deixando a moral e os bons costumes de lado. As mulheres saudáveis foram retiradas de suas famílias e levadas para Gilead na intenção de repovoar o mundo servindo como barriga de aluguel para as esposas dos comandantes que não conseguiam ter filhos.

 Essas mulheres eram usadas somente para procriar e assim que os filhos nasciam elas eram retiradas dessa casa e levadas para uma outra casa para servir novamente como barriga de aluguel para uma outra esposa. Elas tinham praticamente todos os seus direitos negados como mulheres e não podiam sequer falar umas com as outras em público. As mais velhas, que não mais conseguiriam ter filhos trabalhavam nas cozinhas, nas escolas preparando as Aias e as filhas dos comandantes. As filhas dos comandantes recebiam ensinamentos sobre como ser a esposa perfeita e submissa, já as Aias só precisavam ser obedientes e se manterem saudáveis para terem filhos igualmente saudáveis e cumprirem assim, a vontade de Deus.

 Assisti primeiro a série e só depois descobri que a história tinha sido retirada de um livro. São dois volumes e o primeiro conta a história da Aia June que depois que passa a viver na casa de um comandante, é chamada de Offred. Todas elas recebiam nomes que faziam apologia ao nome do seu Comandante, no caso de June,  seu comandante era Fred. A série de início me chamou bastante atenção e quando eu comecei a ler o livro percebi que existem coisas que ficam soltas. Então eu vou deixar claro que eu prefiro a série por ter mais riqueza de detalhes. Esse primeiro livro conta desde o momento em que June foi raptada tentando fugir do país com a sua filha e o seu marido até o momento em que ela consegue retirar a filha que teve dentro da sociedade de Gilead para que ela pudesse ser salva no Canadá pelo marido que conseguiu se salvar durante a fuga. O livro é interessante por dar mais personalidade ainda a personagem que na série divide o protagonismo com outros personagens tão importantes quanto para o desenrolar da história. Lembrando que o livro é contado sob a ótica de June mas, é narrado por um professor universitário durante uma palestra mais de 100 anos depois da queda de Gilead. Vale a pena acompanhar porque acredito que mesmo faltando muitos detalhes que fazem parte da série, o livro consegue trazer bem toda a história e o contexto da criação desse regime totalitário e opressor e principalmente nos mostra claramente o papel da mulher em um regime desse tipo. Talvez tenha sido a maior lição que o livro me trouxe, que mesmo diante de tanta opressão ainda sofrida por nós mulheres, podemos lutar por nossos direitos mesmo lutando contra uma sociedade machista, que tenta nos oprimir mas que ainda é obrigada a nos dar voz. June é um símbolo de resistência e de perseverança e nos mostra que sempre podemos fazer mais, mesmo diante das adversidades.💗

 Como sempre, vou deixar o link tanto para a compra quanto para fazer o download do livro em PDF. Beijos e até a próxima resenha com a parte dois que é intitulada "Testamento".

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